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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Para refletir...=]

“Intervenções do professor no caminho da aprendizagem significativa”

No lugar de um texto didático,
Explicativo,
Objetivo,
Eu queria escrever uma poesia...
Uma poesia com palavras simples,
Como o mel...
Uma poesia para ser lida,
Não pelas rimas ou pelas sintaxes perfeitas,
Como as líamos nos nossos exercícios escolares...
-Rasguem a introdução do livro de poesia !
Disse um ser humano,
Também professor
Em Sociedade dos poetas mortos.
Eu queria ser capaz de escrever uma poesia...
Que brincasse com as palavras
E com elas inventasse idéias
Novas idéias...
Na cabeça de quem lê...
Hoje,
Amanhã,
E de muito depois...
Eu queria ser capaz de escrever uma poesia...
Que transformasse cada letra
Em gotas de chuva
Molhadas de sensibilidade...
Carregadas de sensações...
E como nuvem cor de rosa no céu ensolarado
Entrassem pelos olhos
E, num momento mágico,
Devagarinho,
Despertando campos floridos,
Caíssem como orvalho...
Eu queria ser capaz de escrever uma poesia...
Que transformasse cada significante
Em estrelas de sonho
Brilhantes pela imaginação...
Coloridas pela memória...
E, como massa estelar, via-láctea simbólica, em céu estrelado
Entrassem também pelos olhos
E, num momento mágico,
Devagarinho,
Despertassem o sono...
E, se transformassem em novas significações...
Um jeito novo de ver o velho...
Gotas de chuva,
Estrelas de sonho,
Entrem por favor nestes olhos que lêem,
Nestes ouvidos que me escutam...
Convidem este ser humano a ser mais humano,
A redescobrir sua sensibilidade,
A resgatar sua imaginação e seus sonhos,
A perceber por todos os seus poros,
Por todos os sentidos...
E depois, por trás destes olhos mais sensíveis
Iluminem este ser humano,
Também professor,
É só com este olhar,
Enriquecido,
Revigorado,
Que ele pode pensar em intervenções junto a outro ser humano,
Aluno-criança,
Aluno-adolescente,
Aluno-adulto...
Eu queria ter escrito uma poesia...
(Miriam Celeste Martins)

Bolo de Compromisso

“Bolo de Compromisso”

Ingredientes :

- 1kg de paciência
- ½ kg de interesse
- 1 pitada de vontade
- 1 pacote grande de desejo
- 10 colheres de disponibilidade
- 2 medidas pequenas de inspiração
- 1 dúzia de perseverança
- 200gde ansiedade
-1 cabeça, nem cheia, nem vazia, mas inteira
-1 medida média de prazer
-1 medida média de dor
-1/2 pitada de masoquismo
- 2kg de compromisso

Modo de fazer :

Primeiro, abra a cabeça, retire o excesso de preconceitos, de bloqueios, e deixe somente o necessário para não perder o sabor característico. Um a um, vá acrescentando os ingredientes: primeiro o interesse, a disponibilidade e o desejo.

O desejo vá colocando aos poucos. Se sentir que não dá ponto, acrescente uma pitada de vontade.

Mexa bem, prove, e acrescente a ansiedade, também aos poucos. Prove novamente e, se estiver faltando gosto, acrescente mais ansiedade. Mas cuidado, pois se colocar demais, não vai conseguir mexer, nem continuar.

Porém, se isso acontecer, não se desespere, acrescente uma medida de inspiração e reserve a outra, pois poderá precisar; junte ½ dúzia de perseverança e mexa sem parar. Deixe descansar por 2 horas e retome. Prove, e se estiver mais aguçado o gosto da dor, acrescente uma medida de prazer e torne a mexer. Se a dor ainda estiver forte, junte o resto da perseverança e o kg inteiro de paciência. Acrescente ainda ½ pitada de masoquismo.

Torne a mexer e cubra tudo com os kg de compromisso.

Leve ao forno, mas cuidado com a temperatura, pois se estiver muito quente, queima, incendeia, e se estiver frio, desanda, não cresce.

O tempo de preparo, tanto da receita como no forno, é indeterminado. Só fazendo, ou melhor, vivendo o processo é que dá para saber, mas, quando achar que está pronto (cuidado com o sonho autoritário!) retire do forno e, se não deu certo, compre uma dose cavalar de perseverança e comece tudo de novo...
(Vera Lúcia Trevisan de Souza)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

CORAGEM!!!!


Forjando a Armadura

Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria
de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me torna pequeno e mesquinho,
que me amarra,
que não me deixa ser direto e franco,
que me persegue,
que ocupa negativamente a minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias.
No entanto, não quero levantar barricadaas por medo do medo.
Eu quero viver e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sinsero.
Quero pisar firme porque estou seguro,
e não para encobrir meu medo.
E quando me calo, quero fazê-lo por amor e não por temer as conseqüências das minhas palavras.
Não quero acreditar em algo
só pelo medo de não acreditar nisso.
Não quero filosofar, por medo que
algo possa me atingir de perto.
Não quero dobrar-me só porque
tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros
pelo medo de que possam impor algo a mim.
Por medo de errar não quero me tornar
inativo.
Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável,
por medo de não
me sentir seguro no novo.
Não quero fazer- me importante,
porque tenho medo de que senão poderia ser ignorado.
Por convicção e amor quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que existe em mim.

"Rudolf Steiner"

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ser professor é...

Ser professor é...

Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou...

Ser professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, a cada dia é única e original...

Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e,diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...

Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.

Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos, mas deixar queo aluno caminhe com seus próprios pés...

Autor desconhecido